quarta-feira, 14 de novembro de 2012




     Novamente meus instintos me traíram. O amor por vezes se expressa de maneira tão insensata, tão improvável. Por hora, a minha única certeza é que te amo e não quero te perder, mesmo que você insista que isto não dê certo. E o que de fato é certo? Eu depender de um sorriso seu pra ser feliz? Quero, preciso e necessito do seu abraço, das suas reclamações e reprovações, da sua forma engraçada e otimista de ver o mundo, das suas bobiças e caretas, da sua forma improvável de demonstrar preocupação comigo, do seu beijo: de todos, o mais doce, mais expressivo. Da sua maneira única de amar que, por mais que pareça o contrário, me ensinou que dá sim pra gente ser feliz de novo. E de novo. E de novo.

MSF

segunda-feira, 5 de novembro de 2012







     _ Entre frustrações e aquilo que nos torna um tanto bem maior, a vida segue corriqueira, não dando trégua pra quem não amou. Basta a nós fazer dela uma eterna aprendizagem, com ensaios e audições. Insistir e resistir. Seguir, ainda que com todos os fardos e angústias. Ainda que com todas as alegrias e exaltações. Ecoar na sutileza do tempo. Simplesmente viver. Complexamente viver. E amar, amar, amar, amar...

Marcella Souza

quinta-feira, 18 de outubro de 2012




     E de repente, a vontade de transcender a matéria, me libertar de minhas mágoas e sombras, recolher todas as minhas lembranças! As que carrego como fardo, peneirar na matriz do tempo.  Ah! Como eu queria flutuar na eternidade, conjugar o verbo amar de maneira tal que este demonstre toda a paz e toda a dor do mundo traduzida na minha infinita angústia de um ser frustrado porque não ecoou na sutileza do tempo... Quão mesclados são meus sentimentos, e quão latentes! Minha voz, não a necessito. Dos olhos, uma lágrima que escorre de encontro a um sorriso como forma de agradecimento pelo mistério da vida. Sim, “eu sinto que sei que sou um tanto bem maior” e é nessa grandeza que me torno um ser eternamente pequeno, aprendiz do que é belo. A vida, expressa em convenção, me faz acreditar que vale sim arriscar, tropicar ou saltitar por experiências de construção do meu inexplicável ‘neurotismo’. Transcender a essência. Fazer da vida uma eterna poesia trovadoresca, bucólica, romântica... onde eu possa me encontrar em meus eternos desencontros e incorreções. Traduzir o amor paralelo à felicidade no simples ato complexo de viver e ser apenas humano, divino, errôneo, certeiro... icógnita.

Marcella Souza Freitas

terça-feira, 11 de setembro de 2012







    Palavras são complexas demais para sintetizar o ser humano. O que realmente o traduz é o olhar, a expressão. Quanto maior intensidade, maior regência. Regência... Regênciamor, regência amor, regência mór. Reger a própria vida naquilo que vem de encontro com sua credulidade. Acreditar que da vida se pode conseguir a essência. Essenciais que podem ser resumidos em um simples olhar. Olhares intensos que ao se cruzarem, de tão fracos que são, se esquecem.

Marcella Souza

sábado, 8 de setembro de 2012


     E eis que surge o mal da humanidade: defender um 'bem' que desconhecem. Trazer como grito de guerra um partido que mal sabem a história por míseros papéis com impressos de peixes que no fim das contas retornarão com valor triplicado ao bolso de quem se elege 'a mudança'. Tolos.

MSF

quarta-feira, 5 de setembro de 2012







E é tão ruim a certeza de que ficou totalmente incerto nós dois...

Marcella SF

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

É a própria fé o que destrói.



     Ouve-se tanto falar sobre o livre arbítrio que tornou-se algo clichê aos meus ouvidos. Ora pois, que significado a humanidade atribui a livre arbítrio, senão pregar uma falsa liberdade de escolha onde quem reina sempre são pastores e sacerdotes lhe dizendo o que tem de fazer ou não? Não me entenda como ateu, lhe imploro; só penso que desde que se vive o livre arbítrio, o poder de escolha é totalmente seu. A atribuição de que dão à palavra fé, é algo totalmente vago. A minha experiência vai ser diferente da sua e de qualquer outro ser que aqui habita e se diz humano. As minhas leis, quem faz sou eu. Meu sinônimo de bondade pode ser matar bruxas e políticos corruptos, enquanto o seu pode ser doar esmola aos pobres. E quem irá contestar? Vivemos em uma sociedade onde não existe certo e errado e a subjetividade torna-se cada vez mais subjetiva. E o livre arbítrio? Que se exploda com os falsos moralistas! Essencial é viver ao seu modo de pensar e se sentir realizado em suas escolhas e objetivos. Egoísmo? Não, essência.

Marcella Souza

terça-feira, 14 de agosto de 2012


     Estranho mesmo é a sensação de vago, ainda que sua vida esteja repleta de apesares e afins.

Marcella SF

domingo, 5 de agosto de 2012

     Quando a saudade bate a porta, pode-se ter a música mais agitada no player, a piada mais engraçada da vez, ou até mesmo um medicamento que te dope até o último circuito nervoso de seu corpo; se tem de doer, doerá!

Marcella Souza

Quem inventou o amor, explica por favor?



     Quando as lamentações se tornam algo constante, quando a felicidade se torna imensamente distante, quando não há um ponto de paz, há sim algo errado. Talvez com a gente, talvez com os outros, talvez com ambos. O que é certo é que a desilusão se tornou algo rotineiro e não há como escapar do vazio que fica entre a falta do que fazer e o que já foi feito. O desamor lançado em arremessos fatais, como faca de dois gumes onde a única opção é ferir, já é trazido como amigo de jornada, daqueles bem íntimos que já até sabem seus futuros movimentos bem como seus pensamentos, ainda que nenhuma palavra seja dita. A falta de afeto explícita e arriscaria até citar o arrependimento de um ato falho. A quem percorrer? Nessas horas, creio que até mesmo o tempo se torna algo dispensável. A distância talvez seria uma grande aliada, ao menos assim as expressões de 'dessentimento' seriam menos prováveis. Mas pra onde ir? Como ir? Nem mesmo a sorte me acerta...

Marcella Souza

segunda-feira, 16 de julho de 2012



     Ninguém é tão bom ao ponto de cortar os próprios pulsos por outrem e nem tão ruim ao ponto de deixar se perder uma alma por opção. Futilidades que ao ponto de vista alheio são preciosas regras de convivência. Rótulos seguidos a risca, valem mais do que uma consciência limpa, do que uma própria vida. Essências trocadas por etiquetas.

Marcella Souza

segunda-feira, 2 de julho de 2012


     VAZIO. É anormal. Quero. Desejo. Tenho.    Não sinto.      Não sinto.      Não sinto.       É estranho, é complexo. Não sei até onde essa obcessão vai me levar ...

Marcella SF

domingo, 24 de junho de 2012




     {...} Mas é complicado delimitar o que é correto ou não. Cada um tem sua subjetividade e seu modo de julgar coisas alheias; e que monótono seria se fosse diferente disto! E que bom seria se houvesse uma trégua na guerra da subjetividade com a subjetividade. E que monstruoso seria olhar ao redor e me rodear: espelhos espelhando minha espantosa expressão.

Parte de Epílogos e Finais - Marcella Souza

quinta-feira, 24 de maio de 2012




    (...) Não que esteja ruim, mas às vezes a gente se pergunta se o problema está é na gente. E pára. O mundo desabando aos nossos pés. E pensa. As horas correndo ligeiras não dando trégua pra quem não amou. E resiste. Tentando ser forte o suficiente ao ponto de arriscar tocar a vida.
- Parte do Portifólio, Marcella Souza

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Carpe Diem!




     Pare de reclamar o passado, viva o presente e recompense o tempo perdido no agora. Não se esqueça que o pretérito só te puxa para uma vida sórdida, recalcada. Lembranças são totalmente contrárias a admoestação!
Marcella SF

quinta-feira, 10 de maio de 2012






É nas menores experiências que temos uma amostra da realidade...

Marcella Souza       

domingo, 6 de maio de 2012




     E o que impulsiona não é a tristeza, quanto menos a represália: o que realmente impulsiona é a ânsia de ser melhor para si. Estar para si. ... Viver!
Marcella Souza



segunda-feira, 23 de abril de 2012




      Enquanto divulgamos a futilidade alheia, fazem festa com nossa incompetência.
Marcella SouzaF.         

segunda-feira, 16 de abril de 2012






     Não há uma fórmula exata para curar isso que você está sentindo. O problema das pessoas é querer concretizar demasiadamente o subjetivo. Talvez a solução esteja em não procurar uma solução. Vivencie mais, idealize menos!
Marcella Souza

quinta-feira, 12 de abril de 2012



     


     Cuidado com o que você defende e julga ser correto, pois pode te enforcar em seus atos falhos. 
Marcella SF

quinta-feira, 29 de março de 2012





_ E por que não se adaptar ao que a sociedade lhe impõe? E por que não usar os recursos a nosso favor? E por que não se opor aos recursos a nós apresentados? E por que não se alienar? E por que não se impor? ... Enfim, por que não viver?

Marcella Souza

sexta-feira, 23 de março de 2012



     Sou positivista nata, meu caro. Desculpe-me, mas não me convenço com más vibrações. Olhar torto, eu considero como elogio. Riso fácil, interpreto como má intenção.
 - Marcella Souza

quarta-feira, 21 de março de 2012




     Importante mesmo é saber ler as entrelinhas.


Marcella S. F.



     E aos poucos a dor vai sumindo, a ferida vai cicatrizando. O que antes era primordial, agora tornou-se só um capricho. Demorou, mas consegui. Consegui ver que para dar, preciso primeiramente ter. Ver que para receber, preciso primeiramente dar. Ver que respostas, as que esperei por tanto tempo, só me são dadas depois que me entrego inteiramente, estando antes, inteira de mim, inteira para mim.

 - Marcella Souza Freitas       

segunda-feira, 19 de março de 2012




     Pare de desejar algo que você não vai levar adiante. Aventura, a gente encontra em parques de diversão, não em coração dos outros.

- Marcella Souza

sexta-feira, 16 de março de 2012



     Amanheci, embora minh’alma ainda ficasse ali, adormecida. Levantei, embora meu corpo ainda desejasse ficar ali, mórbido. Caminhei, embora alguma força imensurável me impedisse de me locomover, intacto. Alimentei, embora meu estômago gritasse por piedade, saciável. Sorri, embora meu coração sangrasse, torturado. Vivi, embora meu eu pedisse paz.
Marcella Souza

segunda-feira, 12 de março de 2012




    "E esse vício de você só me faz perceber que toda aquela história de que o tempo supera amores passados é pura conversa. É tudo tão antigo, tão recente, tão lindo, tão cabuloso, tão simples, tão incrível, tão meu, tão seu. Pudera, nosso."

- Marcella Souza

segunda-feira, 5 de março de 2012



     Nunca conteste o destino, afinal, ele é nossa maior certeza.
Marcella SF

quinta-feira, 1 de março de 2012


     Viver de lembranças. Porque não é só a presença que faz sentir borboletas no estômago. A distância pode causar sofrimento, mas também a auto valorização. E se é essa a condição, eu aceito!
Marcella Souza

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


     Não existe razão que traduz as coisas feitas pelo coração: se é sincero, há de permear.

Marcella Souza.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


     Me dói ver que você, cada vez mais, cai em um buraco profundo, sem fim e sem volta. Me dói mais ainda saber que é você mesma quem cava este buraco. O caos cada vez mais perto de você, da gente. Eu não esperava que fosse assim: ver você desabar e solicitar-lhe socorro. Apostava fielmente no contrário.

Marcella Souza

sábado, 21 de janeiro de 2012



     Desculpa moço, mas é que tô um pouquinho ocupada demais pra te dar atenção. Tô em processo de mudança, sabe? Jogando fora o que não me serve mais, substituindo coisas gastas por coisas novas, dando um novo sentido ao que estava muito tempo de lado e … Ops! Como é seu nome mesmo?

Marcella S. Freitas


      Eu voltaria atrás quantas vezes fosse preciso. Pediria desculpas milhares e milhares de vezes, mesmo sem ter o que me desculpar; mas não depende só de mim.

Marcella Souza

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012




     Preferia quando você estava presente, mesmo que indiretamente. Todo aquele furacão me enfurecia, mas ainda assim, sabia que você estava ali. Essa calmaria tá me deixando maluca já. Só me faz ver o quão é vazio sem você aqui, ainda que nunca estivesse.

Marcella Souza F.


     E esses meus acessos de raiva só serviram para me mostrar que todas aquelas horas com a bunda sentada numa maldita poltrona dura lendo uma droga de um livro de auto-ajuda são bem menos eficazes do que comer aquelas trufas da vendinha do Seu Zé, logo na esquina. Os quilinhos a mais, a gente desconta na academia. E esta seria uma boa forma de canalizar toda aquela raiva; isso se o objetivo de ir à academia não fosse ficar bonita pra ele, claro.

Marcella Souza

terça-feira, 10 de janeiro de 2012



     Não entendo porque sua ausência ainda me deixa inquieta. Talvez seja só uma forma de prever um futuro muito próximo da gente, do que éramos, do que poderíamos nos tornar.

Marcella S. Freitas

     A N E S T E S I A D A - é essa a sensação que me persegue por todos estes longos dias. Como se o mundo inteiro pesasse sobre meus ombros, como se eu padecesse a cada pecado e ainda assim permanecesse intacta, preparada para outra seção de tortura. Me disseram que os dias ruins são necessários para que possamos dar valor aos dias bons, só esqueceram de me dizer quando um se finda para que o outro comece, e eu continuo aqui, móbile, recebendo minhas doses diárias de morfina, na esperança de que a esperança ressuscite.

Marcella Souza


   Quando o sentimento se torna demasiadamente grande que não cabe mais no peito e então transborda em palavras...

Marcella Souza


     Depois de escanear três vezes seguidas meu computador, o danado tá funcionando que é uma beleza! Sabe, tô pensando seriamente em colocar um antivírus na minha vida...

Marcella Souza F.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012



     Você se engana com as pessoas, e cai na real. Mas cair na real depois de ter coração e mente tomados, é apenas mais uma das tantas formas de sofrimento.
Marcella Souza